Quinta-feira, Fevereiro 05, 2009

Música

Essa grande terra de muitas belezas e um quinhão de mazelas tem alguns pontos altos indiscutíveis. Um deles é sua música, sua música original e não formas sem inspiração que muitas vezes copiam (o pior de) ritmos estrangeiros.

A canção abaixo é grande exemplo da fantástica e variada música brasileira. Ritmo, letra, interpretação: contagiante.

Se não a tem gravada baixe-a AGORA da internet.

E cante junto.

-o-

Maria Rita, em composição de Picolé e Arlindo Cruz, "Um Corpo Só".

Eu tentei mas não deu pra ficar Sem você enjoei de tentar Me cansei de querer encontrar Um amor pra assumir teu lugar...

Eu tentei mas não deu pra ficar Sem você enjoei de esperar Me cansei de querer encontrar Um amor pra assumir teu lugar...

É muito pouco Venha alegrar o meu mundo que anda vazio, vazio Me deixa louca É só beijar tua boca que eu me arrepio Arrepio, arrepio

E o pior É que você não sabe que eu sempre te amei Pra falar a verdade eu também nem sei Quantas vezes sonhei juntar Teu corpo, meu corpo Num corpo só

Vem! Se tiver acompanhado esquece, vem Se tiver hora marcada esquece, vem Vem! Venha ver a madrugada e o sol que vem Que uma noite não é nada, meu bem...

(repete)

Segunda-feira, Junho 23, 2008

Descobri há umas semanas o que é cidade. Verdade.

Ok.

Há poucas semanas voltamos novamente do primeiro mundo, como já havíamos feito em março. Dessa vez, pode-se dizer que a volta foi do primeiríssimo mundo ou, como se costuma dizer, do velho mundo.

Como todos sabem - aqueles que foram e mesmo os que ainda não estiveram por aquelas paragens - toma-se um banho de civilidade e de história (e vou além: de belezas. Paris é uma cidade linda e a Toscana com seus campos de uva e cidades milenares não fica para trás. Tudo passa. A gente passa rápido. Aquilo fica. Noutros termos, nós estamos e lá é).

Já é.

Mas nossa casa é aqui, o Brasil, o Rio de Janeiro, espaço geográfico talvez de beleza natural inigualável e que comandou culturamente esse país por décadas mas que consegue ver seu perfil moral despencar continuamente, como se num precipício de fantasia estivesse, caindo, caindo, caindo... Um moto-contínuo de degradação ética, um bom exemplo de entropia. Um buraco negro, numa comparação simplificada.

Sim, há cariocas ótimos, 'do bem', como se diz. Há poucos dias conhecemos dois. E existem muitos outros. Mas um grupo (ou grupos?) que detém alguma autoridade insiste em estragar tudo: a paisagem e o astral. Uma turma da pesada, assentada em cinco séculos de falta de seriedade e na Lei da Vantagem.

Certo?

Lembrei de uma música do Natiruts, banda de reggae de Brasília. Diz lá: "...É difícil meu irmão, mas se você não tentar, não pense que eles tentarão porque (...) Quem te governa não merece ter nascido aqui no Brasil, no Brasil..." ("Cantar", Natiruts; no limewire ou emule mais próximos).
Não merecem ter nascido aqui no Rio de Janeiro.

E voltando ao início, que muitos não me escutem mas a-do-ro os Estados Unidos da América.

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Um antigo sucesso dos anos 60 e um outro sucesso há 113 anos...

You're just too good to be true, can't take my eyes off of you... You'd be like heaven to touch, I wanna hold you so much... At long last love has arrived, and I thank God I'm alive... You're just too good to be true...

Can't take my eyes off of you...

I love you baby!

(Vamos Flamengo!)

And if it's quite all right I need you baby

(Vamos ser 'campeão', vamos Flamengo!)

To warm the lonely nights, I love you baby...

(Minha maior paixão, vamos Flamengo!)

Trust in me when I say!

(E essa taça vamos conquistar!!!)

Pardon the way that I stare, there's nothing else to compare... The sight of you leaves me weak, there are no words left to speak... So if you feel like I feel, please let me know that it's real.

You're just too good to be true!

Can't take my eyes off of you !

Terça-feira, Abril 22, 2008

Violência

Infelizmente este título pode se referir a diversos temas do nosso cotidiano, próximo ou remoto. A sociedade brasileira encontra-se em febril delírio acompanhando aquela mais nova tragédia em São Paulo. O enredo é tão surpreendente que é difícil ter certeza de algo, emitir um juízo de valor. A gente acha 'isso' ou 'aquilo' mas... temos certeza? Eu já tive. Agora apenas faço votos para as perícias serem justas, corretas. A questão é, além de tristíssima, muito grave.

No entanto venho aqui não para falar disso. Por ora não há muito a ser dito além do (muito) ouvido. Venho comentar, na verdade, o que acabei de ler sobre um discurso da sra. Clinton, pré-candidata a "ser humano mais poderoso do mundo".

Em discurso hoje, a poucas horas de mais uma dessas infindáveis prévias eleitorais, disse que se for eleita Presidente e o Irã resolver atacar Israel, iria ANIQUILAR aquele antiqüíssimo país muçulmano. Naturalmente o verbo foi usado de forma proposital, significando inequivocadamente, varrer do mapa, disparar um forte ataque nuclear contra não só um país mas, claro, milhões de pessoas.

A sra. Clinton, perdendo espaço na corrida eleitoral, usa do mesmo expediente de George W. Bush, a política do medo, conforme o New York Times. Política do medo e, diria mais, da irresponsabilidade.

Aprecio bastante os Estados Unidos tanto que temos ido àquele país praticamente todos os anos. Vejo muitas coisas positivas pelos diversos lugares por onde passo MAS esse lado "cowboy-descontrolado", essa política do porrete é... nojenta. Um exemplo péssimo para esse mundo tão violento em que estamos mergulhados até o nariz.

Terça-feira, Março 25, 2008

A que ponto chegamos? (texto sem acentos ou sinais graficos especificos)

Foi de chofre:

"O que voce estah passando?".

Tinha acabado de cumprimentar a moca que entrega as comandas no restaurante a peso onde costumo almocar. Ela me perguntou com toda a naturalidade possivel como se perguntasse as horas, por exemplo. Nao entendi. Repetiu: "O que vc estah passando?".

Como eu seguia sem entender, teve que explicar, embora com aquela expressao de quem explica o obvio: "Para a dengue. Eu estou passando off (o repelente). Passo em mim e na minha filha, toda manha e aa noite".

A dengue, a dengue! (E a essa altura pouco me importa o genero do substantivo, vale dizer).

Nao dah desanimo?

A mim, dah.

Terça-feira, Novembro 27, 2007

Temas de Legião Urbana. Começando com...

Já não sei dizer se ainda sei sentir

O meu coração já não me pertence

Já não quer mais me obedecer

Parece agora estar tão cansado quanto eu

Até pensei que era mais por não saber

Que ainda sou capaz de acreditar

Me sinto tão só

E dizem que a solidão até que me cai bem

Às vezes faço planos

Às vezes quero ir

Pra algum país distante

Voltar a ser feliz

-o-

Já não sei dizer o que aconteceu

Se tudo que sonhei foi mesmo um sonho meu

Se meu desejo então já se realizou

O que fazer depois?

Pra onde é que eu vou? Eu vi você voltar pra mim

Eu vi você voltar pra mim...

-o-

("Maurício")

Segunda-feira, Julho 09, 2007

Na noite de sábado, minutos após se tornar maravilha.

Quarta-feira, Julho 04, 2007

"Brains, more brains!!" (cruzes!)

Bem, se no post abaixo demonstrei pelo teste que estou "bonito na foto" do quesito "vício em blogs" (já fez seu próprio teste?), no evento "Apocalipse de zumbis" (saca aqueles filmes em que meia-dúzia correm de milhares de zumbis pelas ruas e se trancam num shopping-center?) minha chance de me juntar à turma do mal (aqueles que parecem figurantes de "Thriller" do Michael Jackson) são bem grandes... Aaaargh!

Vai lá, teste-se!

(Por que a vida não se faz apenas - thanks God! - de coisas chatas e sérias. Há zumbis também!!!)

32%

Mingle2 - Free Online Dating

"Blogs, I need Blogs!"

Fiquei satisfeito com o resultado. São apenas quatorze perguntas simples e rápidas. E você, a quantas anda seu vício? Just click...

51%How Addicted to Blogging Are You?

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Terça-feira, Julho 03, 2007

Estupefação (uma excepcional e necessária segunda postagem em um dia)

Não sei se defino como um absurdo, uma vergonha ou um desserviço. E enquanto tento resolver essa dúvida, outra me vem: sendo absurdo, vexame ou ainda "gol contra", quais são os motivos para tanto? explico.

Nesta noite de terça-feira assisti, como faço vez por outra, a uma parte do "Jornal da Band" que, por motivos claros de audiência, termina exatamente quando o "Jornal Nacional", campeão supremo de ibope, começa. O telejornal da TV Bandeirantes noticiou um crime ao qual a Rede Globo, fosse cometido no Rio, daria destaque de "primeira página"; resolvi assistir ao noticiário da Globo para ver de que modo seria anunciado. Para quê...

O crime ocorreu em Porto Alegre, em área de bastante movimento. Um grupo de assaltantes atacou os seguranças de uma transportadora de valores quando estes últimos se encaminhavam para dentro do carro-forte carregando malotes com dinheiro. Um bandido, certamente motivado pelos filmes de ação hollywoodianos, fez-se passar por catador de lixo e, no momento que julgou exato, sacou um fuzil de um monte de papéis amassados que levava em um carrinho de supermercados. Os vigilantes revidaram o fogo que tornou-se cruzado com a chegada de outros três assaltantes por uma rua lateral. O resultado?

Os bandidos fugiram sem levar nada. Dois vigilantes foram feridos. Quatro inocentes também feridos. Uma moça universitária, vinte e poucos anos, que chegava no caixa eletrônico, mor-ta.

A pergunta evidente: Jornal Nacional, por que não noticiar tal crime? Pessoalmente não acredito na hipótese (que alguns levantam há anos) de tentativa de desmoralizar o governo carioca (todos os governos, por anos?) mas fica parecendo que há algo nesse sentido. O "Jornal da Band", por sinal, entrevistou a população local e uma senhora disse o que todos sabemos: "a violência não está só no Rio. Aqui está igual".

Nosso país inteiro sofre com a insegurança. Por que só mostrar as nossas (verdadeiras e escandalosas) mazelas?

Por quê?

-o-

A foto abaixo é do jornal de Porto Alegre "Zero Hora". O link para a notícia está aqui.

E assim caminhamos

Muito se tem falado por esses tempos sobre falta de caráter e covardia, violência e falta de ética. Discute-se o tema sob diversos ângulos. Há, decerto, vários ingredientes espalhados no tempo e em todos as atividades da sociedade. Uma determinada prática observada pode ser um desses inúmeros componentes.

Os narradores esportivos têm, em geral, mania de tripudiar da Argentina, em especial no futebol. Galvão Bueno se delicia costumeiramente afirmando ad infinitum "o quanto é gostoso ganhar da Argentina", não pelo valor intrínseco da vitória mas, claramente, porque os argentinos seriam arrogantes e dariam pouco valor ao futebol brasileiro - quando não ao povo brasileiro. Luciano do Valle, na Bandeirantes, também tem prazer em achincalhar a seleção de futebol do país vizinho. Nesta segunda-feira, durante o jogo entre a Argentina e a Colômbia, discorria sobre o prazer em ver a Argentina perdendo; o jogo terminou 4x2 para os portenhos. É claro que a rivalidade cria atritos mas o que há é uma atitude mesquinha e pouco educada, uma pré-disposição para ser "do contra". Mas por quê? Bem, a Argentina tem um futebol muito competitivo e bonito. Então me parece que há maior valor na eventual vitória sobre aquele país do que em relação ao Equador, Chile, Venezuela e congêneres. Torço sempre pela Argentina porque os melhores devem vencer. Como nenhum outro, o futebol argentino alia a técnica esmerada a uma grande determinação pela vitória. Mas os narradores não pensam assim e criam essa "anti-torcida" antipática e que cheira, no fundo, a medo.

Melhor se garantir enfrentando um menos capaz. Melhor bater no mais fraco e receber os louros da glória (a fama pela valentia). E não é assim que a sociedade vai se moldando?